“é como se conhecêssemos bem o tempo?”

Meus especiais

mais institucionalização

Certas coisas são importantes , ainda que representam uma triste resposta a uma situação de exclusão. Ontem o Presidente da República participou da cerimônia de formatura da Unipalmares quando 126 pessoas, sendo 110 negros (auto-declarados presumo) se formaram.

Lula assumiu a importância daquele fato, reclamando do preconceito, racismo e da necessidade de que os negros possam chegar em ocupações como médicos e advogados com naturalidade. Lula se reclamou de sua dificuldade para conseguir a nomeação ao STF de um negro. Ao menos nas reportagens sobre o evento não houve menção à raça negra, um grande desserviço ao país.

Reconhecer um povo negro é interessante e medidas de integração numa sociedade estratificada como a nossa fazem-se necessárias e urgentes. A existência da Unipalmares é uma iniciativa boa e curiosa. Mas me faz pensar na ambiguidade das cores o Brasil e nas implicações dessa iniciativas. A pergunta seria: como uma resposta possível (e necessária) que alguns importantes segmentos sociais encontraram para tentarem se articular frente um problema maior, pode ter repercussões pouco desejáveis como a institucionalização bipolar do país?

Deixemos ao tempo essa resposta. A história será nossa mãe neste caso. Assim como foi nosso pai e carrasco.

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