“é como se conhecêssemos bem o tempo?”

Meus especiais

L’ultimo volo del fenicottero

“Quindi il fenicottero sfrecciò, l’arco e la freccia si contrassero nel suo corpo. E fu, eletto, elegante, proprio spogliato del peso. Così, visto in volo, si sarebbe detto che il cielo era vertebrato e che la nuvola, al di là, non era altro che l’anima di un uccello. Si potrebbe dire di più: che è stata la luce stessa a volare. E l’uccello stava spogliando, ala su ala, le trasparenti pagine del cielo. Più altro applauso di piume, e, subito, sembrò a tutti che l’orizzonte arrossava. Cambiava dal blu al buio, al viola e al giglio. Tutto sta andando come un incendio. Così nasceva il primo tramonto. Quando il fenicottero si estinse, la notte si debuttò in quella terra.”

(COUTO, Mia. O Ultimo voo do flamingo.) Brutta traduzione mia.

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mais institucionalização

Certas coisas são importantes , ainda que representam uma triste resposta a uma situação de exclusão. Ontem o Presidente da República participou da cerimônia de formatura da Unipalmares quando 126 pessoas, sendo 110 negros (auto-declarados presumo) se formaram.

Lula assumiu a importância daquele fato, reclamando do preconceito, racismo e da necessidade de que os negros possam chegar em ocupações como médicos e advogados com naturalidade. Lula se reclamou de sua dificuldade para conseguir a nomeação ao STF de um negro. Ao menos nas reportagens sobre o evento não houve menção à raça negra, um grande desserviço ao país.

Reconhecer um povo negro é interessante e medidas de integração numa sociedade estratificada como a nossa fazem-se necessárias e urgentes. A existência da Unipalmares é uma iniciativa boa e curiosa. Mas me faz pensar na ambiguidade das cores o Brasil e nas implicações dessa iniciativas. A pergunta seria: como uma resposta possível (e necessária) que alguns importantes segmentos sociais encontraram para tentarem se articular frente um problema maior, pode ter repercussões pouco desejáveis como a institucionalização bipolar do país?

Deixemos ao tempo essa resposta. A história será nossa mãe neste caso. Assim como foi nosso pai e carrasco.