<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:geo="http://www.w3.org/2003/01/geo/wgs84_pos#" xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/"
	>

<channel>
	<title>Passo por acontecer</title>
	<atom:link href="http://passodotempo.wordpress.com/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://passodotempo.wordpress.com</link>
	<description>"é como se conhecêssemos bem o tempo?"</description>
	<lastBuildDate>Fri, 27 Jan 2012 16:07:18 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-br</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.com/</generator>
<cloud domain='passodotempo.wordpress.com' port='80' path='/?rsscloud=notify' registerProcedure='' protocol='http-post' />
<image>
		<url>http://s2.wp.com/i/buttonw-com.png</url>
		<title>Passo por acontecer</title>
		<link>http://passodotempo.wordpress.com</link>
	</image>
	<atom:link rel="search" type="application/opensearchdescription+xml" href="http://passodotempo.wordpress.com/osd.xml" title="Passo por acontecer" />
	<atom:link rel='hub' href='http://passodotempo.wordpress.com/?pushpress=hub'/>
		<item>
		<title>Adeus ao querido Angelopoulos</title>
		<link>http://passodotempo.wordpress.com/2012/01/27/adeus-ao-querido-angelopoulos/</link>
		<comments>http://passodotempo.wordpress.com/2012/01/27/adeus-ao-querido-angelopoulos/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 27 Jan 2012 14:38:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>saturnojr</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artes e crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Cinemas do mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Coisas da alma]]></category>
		<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://passodotempo.wordpress.com/?p=997</guid>
		<description><![CDATA[Estes dias fique triste&#8230; a morte leva mais um de meus companheiros de espírito, o cineasta Theos Angelopoulos. Ele foi como poucos dono de um certo cinema espiritual que acreditava no plano e na capacidade da imagem de dizer algo mais, de indagar o mundo visível para compreender o que vai de mais profundo no [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=passodotempo.wordpress.com&amp;blog=375967&amp;post=997&amp;subd=passodotempo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estes dias fique triste&#8230; a morte leva mais um de meus companheiros de espírito, o cineasta Theos Angelopoulos. Ele foi como poucos dono de um certo cinema espiritual que acreditava no plano e na capacidade da imagem de dizer algo mais, de indagar o mundo visível para compreender o que vai de mais profundo no coração e na história humanas. Quão grande é esse poder da arte-filme de dizer-nos algo mais, algo de nosso e nos fazer perguntar ao filme &#8220;como ele soube disso?&#8221;</p>
<p>Harold Bloom, escrevendo sobre a ansiedade de estar na influência de um grande poeta, afirma que somente pelos olhos de um grande poeta podemos compreender outro poeta. Eu via os filmes de Angelopoulos como grande poemas visuais, grandes afrescos que acreditam no poder de dar-nos algo que nos falta. Via-o também segundo os olhares-poemas-filmes de outros grandes poetas, de Kurosawa, Tarkovsky a Manoel de Oliveira, todos tão velhos quanto eles. Por olhos-filmes de outros cineastas observamos o que de mais maravilhoso e especial tinha Angelopoulos na crença de que o filme nos devolve o tempo e o faz maravilhosamente quando aceita que fazer um plano é um risco, uma fagulha lançada que se queima se não queimar o espectador.</p>
<p>Angelopoulos era um cineasta do plano, que não o partia em mil pedaços, por saber o poder do plano-contemplação, da maturação e paciência do olhar que passeia e indaga pela imagem assim como a própria imagem-cinema passeia pelo mundo. Seus filmes, em planos e montagens, retornaram ao mundo (sempre) para dizer porque o deixaram. Retorno na forma de poesia, rendendo-se a uma certa tradição de cinema do plano, visualizando o homem é mostrando a história, preocupado em saber desta por que nos machuca e nos atinge. O cineasta grego queria saber da história porque nos colhe em avanço aéreo que nos desfaz como nuvens no vento ou como manchas de tinta (ou sangue) momentâneas na água.</p>
<p>Theo, se me permitem a intimidade, indagava sobre a história e seu avanço irredutível abocanhando pessoas e povos. Perder o poeta é minha dor porque aponta a nossa falta, a minha em especial, da pessoa que, pretérita, torna-se somente memória e não mais expectativa de futuro. Não fará mais nenhum filme para que possa encontrá-lo na intimidade, no qual possa mirar-me como se fosse meu. Novamente, como diz Bloom, o verdadeiro poeta é aquele que quando o lemos, vemos no que escreveu aquilo que nós teríamos sentido-escrito. O bom poema é aquele que é lido como se fosse do leitor, quando miramos nosso mundo pelos olhos de outro. Para mim, que adoro repetir que o cinema é a aventura do olhar (bem mais do que qualquer outra arte visual, exceto, talvez, a pintura), as películas de Angelopoulos sempre foram feitos para que pudessem mirar-me e em emocionar com outra forma de ver o mundo. </p>
<p>Por e para ele (e por mim), escolhi três cenas para mostrar. A primeira é de <em>Paisagem na Neblina</em> (1988), o filme pelo qual o conheci, quando ainda fazia pesquisa de iniciação científica e encontrei uma singela crítica sobre a fita na, então, não-detestável revista <em>Veja</em>. Esta cena, de certa forma, sintetiza uma das muitas aproximações possíveis com o cinema de Angelopoulos, a da porta da história, que em meio a um drama comum emerge na cena cotidiana, e como uma intervenção sobrenatural (que na verdade nada mais é do que a ação humana, o realizado pela mão do homem) propô-se como fantasma a ser decifrado, testemunho de pedaços da vida que não se compreendem.</p>
<p><iframe width="590" height="443" src="http://www.youtube.com/embed/NbF7ULeTXs8?fs=1&#038;feature=oembed" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>As outras duas cenas são do meu filme favorito entre os que fizera, <a href="http://passodotempo.wordpress.com/2010/07/18/um-olhar-a-cada-dia-theo-angelopoulos/" title="Um Olhar a Cada Dia">Um Olhar a cada Dia</a> (1996), algo como &#8220;O Olhar de Odisseus&#8221; (To Vlema tou Odyssea) no título original, sobre um cineasta em busca das primeiras imagens feitas em cinema do Balcãs, no início do século XX.</p>
<p>A segunda cena é uma indagação visual sobre a história, quando numa das maiores sequências da história do cinema (poucas vezes pode-se dizer isso sem pretensão), a estátua de um Lênin quedado transita, em uma balsa, por um mar-canal enquanto uma multidão a acompanha nas margens. Cena grandiosa pelo símbolo que assinala o destino de um sonho-mundo contraditório que outrora (durante um século) fora de muitas pessoas. A falência do socialismo, como o próprio socialismo, fora um sonho-pesadelo de tantas gerações que o comunista Angelopoulos teve de enfrentá-la. A estátua caída é um mundo despedaçado que a história levou embora, e junto com ela, foram-se partes dos horizontes do mundo. Os muito jovens não sabem mais o que significa, mas para aqueles que lembram um pouco mais, era assustador ver-se o que ocorria no inícion da década de 1990. Levada rumo ao crepúsculo, naquele momento (1996), não se sabia mais qual seria o destino do homem.</p>
<p><iframe width="590" height="443" src="http://www.youtube.com/embed/iGXUlXSwsCs?fs=1&#038;feature=oembed" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>A terceira e última cena de <em>Um Olhar a Cada Dia</em> é inesquecível (há outra mais poderosa depois, a do massacre na névoa), na qual, em meio a uma Sarajevo despedaçada pela guerra, a população sai na neblina ao cessar dos tiros e consegue interagir, dançar, ouvir uma orquestra, ver uma peça, rir. Numa cena contraditória com a vida (a vida pulsa no inverno profundo, quando no mundo real todos ficariam em casa), o filme-poema acentua o horror da guerra, o poder da arte em criar laços efêmeros no mais hostil dos cenários&#8230; um laço final é feito entre nós, os espectadores, e o cineasta, quando compreendemo, com ele o miserável e sublime da vida humana.</p>
<p><iframe width="590" height="332" src="http://www.youtube.com/embed/KJyjJIb4p0M?fs=1&#038;feature=oembed" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Cenas das buscas e das chagas europeias dos anos 1980, a década perdida, e dos 1990, o pós-queda soviética, e dos balcânicos, em especial. </p>
<p>Pouco antes de morrer, Angelopoulos, recebendo um último chamado da história, fazia um filme sobre a atual crise grega. Estupidamente fora atropelado por uma bicicleta ou moto enquanto trabalhava na fita. Penso que, um dia, talvez alguém procure essas imagens de final de vida como imagens de um primeiro olhar sobre este (o nosso) momento da história. Todo bom filme é um primeiro olhar guardado no frescor do que descobrimos dele. </p>
<p>Este é meu adeus ao Angelopoulos. Fico com seus filmes e sua memória sobrevivendo, o quando puder, às águas do Léthe, o terrível filho do tempo.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/passodotempo.wordpress.com/997/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/passodotempo.wordpress.com/997/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/passodotempo.wordpress.com/997/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/passodotempo.wordpress.com/997/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/passodotempo.wordpress.com/997/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/passodotempo.wordpress.com/997/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/passodotempo.wordpress.com/997/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/passodotempo.wordpress.com/997/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/passodotempo.wordpress.com/997/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/passodotempo.wordpress.com/997/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/passodotempo.wordpress.com/997/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/passodotempo.wordpress.com/997/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/passodotempo.wordpress.com/997/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/passodotempo.wordpress.com/997/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=passodotempo.wordpress.com&amp;blog=375967&amp;post=997&amp;subd=passodotempo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://passodotempo.wordpress.com/2012/01/27/adeus-ao-querido-angelopoulos/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
	
		<media:content url="http://1.gravatar.com/avatar/fff66e30a8a0f4bb6a2cdde7152db65d?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">saturnojr</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Mundo em pedaços ou Melancholia (2011), de Lars Von Trier</title>
		<link>http://passodotempo.wordpress.com/2011/10/30/mundo-em-pedacos-ou-melancholia-2011-de-lars-von-trier/</link>
		<comments>http://passodotempo.wordpress.com/2011/10/30/mundo-em-pedacos-ou-melancholia-2011-de-lars-von-trier/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 30 Oct 2011 16:07:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>saturnojr</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinemas do mundo]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://passodotempo.wordpress.com/?p=993</guid>
		<description><![CDATA[Finalmente retorno ao Melancholia, o grande filme de Lars Von Trier. Existem instantes mágicos no cinema no qual grandes filmes falam uns com os outros e se contrapõem, mostrando diferentes perspectivas do que é humano. O filme de Trier mostra uma grande força gravitacional que ameaça o mundo atual, a tristeza metaforizada e materializada na [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=passodotempo.wordpress.com&amp;blog=375967&amp;post=993&amp;subd=passodotempo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Finalmente retorno ao <em>Melancholia</em>, o grande filme de Lars Von Trier. Existem instantes mágicos no cinema no qual grandes filmes falam uns com os outros e se contrapõem, mostrando diferentes perspectivas do que é humano. O filme de Trier mostra uma grande força gravitacional que ameaça o mundo atual, a tristeza metaforizada e materializada na chegada do planeta que engolfa a Terra.</p>
<p><a href="http://passodotempo.files.wordpress.com/2011/10/melancholia.jpg"><img src="http://passodotempo.files.wordpress.com/2011/10/melancholia.jpg?w=590" alt="" title="melancholia"   class="alignleft size-full wp-image-994" /></a></p>
<p>O mais interessante é o retorno à alegoria: eis a Terra, o nosso mundo, recebendo a visita de um astro titânico, Melancholia, muito maior do que a bolota azul-marinho e branca. Ele passa próximo ao nosso mundo. No início as pessoas passam mal, pois, como diz-nos o personagem John (Kiefer Sutherland) sua gravitação abocanha parte de nossa atmosfera. Ficamos sem ar! Depois se afasta um pouco e tudo parece melhorar, mas então, subitamente, volta-se para nós e espatifa a Terra em sua superfície. As alegorias podem ser muito básicas, esgotando seu sentido quando deciframos seu objetivo. A obviedade da interpretação da fita de Trier seria incômoda se não fosse encarnada no força do sofrimento das personagens.<br />
O filme tem três partes. A inicial é uma sobreposição de imagens que se comunicam tanto com o mundo dos videoclipes atuais quanto com a tradição pictórica e cinematográfica ocidental. De Jacques-Louis David a Andrei Tarkovsky vemos a produção de imagens saturnais ao som de <em>Tristão e Isolda</em>, de Wagner (que  construiu uma apoteótica peça melancólica do amor impossível do cavaleiro com a princesa). Esta sequência sem diálogos encerra com a colisão dos mundos. Música clássica em imagem &#8220;pós-moderna&#8221;.<br />
A segunda parte, desesperadora, mostra o fracasso do casamento de Justine, Kirsten Dunst, em meio a um surto depressivo. São momentos intermináveis de vergonha pública que mostram a falência de sentido para uma pessoa que sofre de uma doença saturnal crônica, a depressão, ápice devastador de certo tipo de melancolia. Justine percebe a chegada do astro antes de todos, mas ninguém a escuta.<br />
A terceira parte mostra um longo final no qual o personagem-título da película surge. Justine chega na casa da irmã Claire, a maravilhosa Charlotte Gainsbourg, e enquanto a primeira se destroça na semi-morte da própria alma por sua doença espiritual, a segunda tenta conter o medo da morte. Já o marido de Claire, John está fascinado pelo visitante, mostrando o estranho charme que a melancolia cultiva nos espíritos. A aproximação do astro, de repete, revela-se fatal e apenas Justine, num último lampejo de força, que tudo percebe como horror e anulação inevitável, tem a sensibilidade preparada para o fim. Ela serve de esteio para uma família abandonada diante do apocalipse sem esperança de um novo céu ou nova terra.<br />
Duas imagens se sobrepõem e atraem para minha memória Tarkovsky. A primeira é do filme <em>O Sacrifício</em>, cuja última cena é do menino mudo regando a árvore morta, quase somente gravetos secos, uma cena melancólica de esperança em meio ao sacrifício do artista. Imagem da esperança naquela já distante fita de 1985, foi retomada na forma de um abrigo de gravetos montado por Justine para proteger sua família na cena final de <em>Melancholia</em>. Mas neste filme de 2011, Trier a transforma em metáfora de esforço insípido diante da morte. A segunda é que o próprio filme de Trier funciona tal como o sacrifício de Domeninco, personagem de <em>Nostalghia</em>, fita de 1983 de um Tarkovsky exilado. O personagem, num último ato de publicidade desesperada, ateia fogo a si mesmo para alertar as pessoas da perda de sentido dos seres humanos.<br />
<em>Melancholia </em>é um atear fogo a si, uma peça publicitária de catarse contra o sofrimento que pretende chamar atenção as doenças da alma (hoje mente). Sofrida pelo próprio diretor, a fita aponta para aquilo que exorciza, lembrando que uma alma sem luz é um mundo despedaçado.<em></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/passodotempo.wordpress.com/993/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/passodotempo.wordpress.com/993/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/passodotempo.wordpress.com/993/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/passodotempo.wordpress.com/993/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/passodotempo.wordpress.com/993/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/passodotempo.wordpress.com/993/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/passodotempo.wordpress.com/993/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/passodotempo.wordpress.com/993/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/passodotempo.wordpress.com/993/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/passodotempo.wordpress.com/993/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/passodotempo.wordpress.com/993/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/passodotempo.wordpress.com/993/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/passodotempo.wordpress.com/993/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/passodotempo.wordpress.com/993/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=passodotempo.wordpress.com&amp;blog=375967&amp;post=993&amp;subd=passodotempo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://passodotempo.wordpress.com/2011/10/30/mundo-em-pedacos-ou-melancholia-2011-de-lars-von-trier/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
	
		<media:content url="http://1.gravatar.com/avatar/fff66e30a8a0f4bb6a2cdde7152db65d?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">saturnojr</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://passodotempo.files.wordpress.com/2011/10/melancholia.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">melancholia</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Melancolia &#8211; Lars Von Trier (prólogo)</title>
		<link>http://passodotempo.wordpress.com/2011/09/22/melancolia-lars-von-trier-prologo/</link>
		<comments>http://passodotempo.wordpress.com/2011/09/22/melancolia-lars-von-trier-prologo/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 22 Sep 2011 22:46:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>saturnojr</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinemas do mundo]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://passodotempo.wordpress.com/?p=990</guid>
		<description><![CDATA[Melancolia, de Lars Von Trier. Um grande filme sem dúvida. Espetaculoso. A depressão é realmente o fim do mundo, quando tudo ao redor perde a força e a vontade da vida. A sensação de morte interior não é acompanhada pela morte física, contudo, assim são as pessoas depressivas. Trier elevou à máxima potência isso, mostrando [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=passodotempo.wordpress.com&amp;blog=375967&amp;post=990&amp;subd=passodotempo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Melancolia</em>, de Lars Von Trier. Um grande filme sem dúvida. Espetaculoso. A depressão é realmente o fim do mundo, quando tudo ao redor perde a força e a vontade da vida. A sensação de morte interior não é acompanhada pela morte física, contudo, assim são as pessoas depressivas. Trier elevou à máxima potência isso, mostrando que o sentimento e a consciência de sofrimento e vazio significa não observar a luz, quando ela existe.</p>
<p>Contudo, grande é poder da arte. Melancolia é uma catarse, que não se sabe em quanto salvou seu artista. Beleza em custa da dor. Mais tarde escreverei longamente sobre este filme. Anos depois de <em>Dogville</em>, Trier volta a me surpreender pela expressão interior do sentimento humano.  </p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/passodotempo.wordpress.com/990/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/passodotempo.wordpress.com/990/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/passodotempo.wordpress.com/990/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/passodotempo.wordpress.com/990/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/passodotempo.wordpress.com/990/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/passodotempo.wordpress.com/990/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/passodotempo.wordpress.com/990/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/passodotempo.wordpress.com/990/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/passodotempo.wordpress.com/990/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/passodotempo.wordpress.com/990/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/passodotempo.wordpress.com/990/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/passodotempo.wordpress.com/990/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/passodotempo.wordpress.com/990/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/passodotempo.wordpress.com/990/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=passodotempo.wordpress.com&amp;blog=375967&amp;post=990&amp;subd=passodotempo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://passodotempo.wordpress.com/2011/09/22/melancolia-lars-von-trier-prologo/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
	
		<media:content url="http://1.gravatar.com/avatar/fff66e30a8a0f4bb6a2cdde7152db65d?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">saturnojr</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>A Árvore da Vida</title>
		<link>http://passodotempo.wordpress.com/2011/09/04/a-arvore-da-vida/</link>
		<comments>http://passodotempo.wordpress.com/2011/09/04/a-arvore-da-vida/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 04 Sep 2011 15:28:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>saturnojr</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinemas do mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Coisas da alma]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://passodotempo.wordpress.com/?p=983</guid>
		<description><![CDATA[Faz tempo que não escrevo aqui, mas decidi parar os afazeres para pensar sobre outras coisas, ou melhor, meu lugar-comum o cinema. Já foi-me dito que a verdadeira forma de pensar sobre si é (re)interpretar a si mesmo por meio das obras da cultura e não apenas interpretar essas obras. Duas semanas atrás tive a [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=passodotempo.wordpress.com&amp;blog=375967&amp;post=983&amp;subd=passodotempo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Faz tempo que não escrevo aqui, mas decidi parar os afazeres para pensar sobre outras coisas, ou melhor, meu lugar-comum o cinema. Já foi-me dito que a verdadeira forma de pensar sobre si é (re)interpretar a si mesmo por meio das obras da cultura e não apenas interpretar essas obras. Duas semanas atrás tive a oportunidade de ver <em>A Árvore da Vida</em> (The Tree of Life, EUA, 2010), do sempre  maravilhoso Terence Malick. Acho que é a primeira vez que escrevo sobre ele, ou melhor, seus filmes, exceto por uma lista secreta dos películas vistas no decorrer da vida que ainda guardo no computador.</p>
<p>As fitas de Malick são lindas, seus personagens estão sempre numa tênue incongruência emocional com o mundo ao seu redor, algo que os faz perceberem que cada pessoa não somente está no mundo, mas no fundo, tenta construir uma relação entre ser contemporâneo das coisas e perceber certa inadequação emocional dessa relação. Donde vem que qualquer situação torna-se uma oportunidade de se ver em espanto, sendo que a dor é sempre o maior ativador de espanto. Dor e sofrimento são as raízes do espanto de seus peculiares personagens, pessoas que não só sentem, mas indagam, na interioridade, a maneira de lidar com tudo isto e o que é tudo isto. As pessoas desses filmes não são (talvez) como a maioria, mas a edição de certas posturas vitais. Contudo, encarnam o que aflige a todos. Não seria esta uma proposta para a arte: mostrar o universo na peculiaridade de cada vida?</p>
<p><em>A Árvore da Vida</em> ainda é assim. Ou melhor, ela é isso, mais do que todos os outros por ser (também) sobre a Vida e não apenas sobre nossa vida, embora surja, como toda imagem, para dar conta do que nos aflige e não sobre o que aflige o mundo &#8211; uma refração na qual nossas histórias são a vida do cosmo, como a história deste é a nossa.</p>
<p><object width="590" height="357"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/PlxZOOEHK4o?version=3"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/PlxZOOEHK4o?version=3" type="application/x-shockwave-flash" width="590" height="357" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>Para esta película, quanta dor enfrentamos? Quantas certezas temos? As certezas de nossas dores, a morte e a perda as mais profundas delas. Uma família se despedaça ao perder um de três filhos. O mais velho dos meninos perde o melhor amigo, uma parte de si. A mãe perde o que dá sentido à vida, um pedaço fundamental da família, pois essa mãe (todas?) sabe que qualquer parte é fundamental. O pai perde aquilo pelo que lutou, a certeza de que não ensinou ao filho o suficiente para que pudesse viver. Ambos, pai e mãe perdem sua esperança de eternidade, afinal, não é certo que os pais enterrem seus filhos. Não são nas memórias, mas nos filhos, que vencemos o tempo. </p>
<p>A família católica e assustada com a morte ouve o terrível sermão sobre as pragas que o Senhor enviou a Jó, a mais cruel das estórias da Bíblia, na qual o homem perfeito e repleto de graça é esmagado pela força cósmica do universo. Deve ser Jó culpado de alguma falta silenciosa, dizem seus contemporâneos, algo tão secreto quanto único que só ele e Deus sabem. Da mesma forma mãe, pai e filho começam a se indagar sobre o que fizeram, moralizando a morte pela culpa. As memórias voltam e vemos uma família normal em sua imperfeição flagrante: a adorável mãe Mrs O&#8217;Brien (vivida pela magnífica Jessica Chastain), porém, sem autoridade para além de sua própria doçura; o autoritário e terrível pai Mr. O&#8217;Brien (um Brad Pitt excelente), tentando cumprir o papel de fazer dos filhos homens fortes capazes de resistir a qualquer coisa, com medo que fracassem tal como ele próprio; o revoltado Jack (vivido por Sean Penn, adulto, e, pelo ótimo Hunter McCracken) revira seu próprio passado, tentando compreender o ódio que tinha do pai pelas humilhações constantes, seu desejo de vê-lo morto, ao mesmo tempo em revê a intimidade com o irmão que não vemos morrer. Memória e vida se confundem, ou melhor, a vida surge como memória que o filme deixa evidente que segue.</p>
<p>A fita é maior do que as personagens, condizente com estes em suas indagações sobre a perda, as de agora, e aquelas de tanto tempo atrás. Por meio do sofrimento deles, com eles, indaga a vida, indaga o mundo e a Deus. Deste último ouvem que &#8220;Ele envia moscas às feridas que deveria curar&#8221;, triste verdade que os crentes tentam conciliar o tempo todo com o que acreditam ser a graça. Deste ponto a fita, maior, não alheia, nos apresenta o mundo nascendo, as vidas se transformando, tombando e morrendo.</p>
<p>A linda sequência do nascimento do mundo não mostra nada de Deus, apenas o universo em seu movimento pulsante, não uma linha evolutiva, mas mudanças, com cenas inesperadas como um dinossauro aparentemente encontrando outro deitado e incapaz de se levantar, à beira de um rio. Já vimos aquela cena em outros filmes: a vítima será devorado. Mas não é&#8230; assim como a saída dos seres vivos do mar mostra um animal ferido e não um conquistador da terra. Não há conquista na evolução, apenas mudança marcada pela mesma dor e sofrimento, não há conquista na vida humana, a qual só reflete a marcha do mundo por certo delírio antropocêntrico nosso. Há a certeza de que  o mundo estava aqui antes de nós, e que estará depois de nós, como a família que perde o filho continua viva após sua morte. E mesmo o mundo, será consumido no fogo das estrelas&#8230;</p>
<p>A família, o eterno negativo para o qual sempre volta aquele que a teve como algo importante, o anulador perverso de nossa diferença em laço, feito de amor que machuca e vitimiza, mas também confere um sentido. <em>A Árvore da Vida</em> é menos sobre a família e mais sobre a o golpe de saber que imperfeitos que sejam os nossos laços, estes se estendem para além de nós porque assim o fazemos na tentativa de compreender sua perenidade ou sua brusca interrupção pela dor e pelo sofrimento. O filho e o irmão perdido trazem tudo isso à tona.</p>
<p>Lembrei de meu pai a nos criar, menos por parecer com Mr. O&#8217;Brien, e mais por ser o pai que achava que deveria ser; de minha relação com meu irmão, das nossas tentativas de nos encontramos e diferenciarmos; de minha mãe, tentando viver todos nós por lhe darmos amor e sentido; de minha irmã, tateando seu caminho na vida. Um pequeno desespero por uma perda que não pode sequer ser imaginada&#8230; lembrei de todos nós, com a tentativa de observar nossas histórias frente tantas coisas. A culpa é grande vítima deste grande filme.</p>
<p>O aprendizado do amor parece ser o único capaz de nos tirar dessa posição egoísta, de transcender menos pela perenidade, e também por ela, a vivência no mundo. Dar-se ao outro é difícil pois na sua sinceridade vem acompanhado de prazeres e dores.</p>
<p>Nas praias às margens da eternidade, mostra-nos <em>A Árvore da Vida</em>, a Vida (do Mundo) e a vida (a Nossa) é marcada pelo encontro conosco, com nossos próximos (os que amamos) e com os outros (todos os conhecidos e os milhares nunca vistos e nunca a serem vistos), na condição de iguais quando postos frente ao espelho do mundo. O amor não soluciona, mas confere poder. Para esta obra de Malick, amor é laço.</p>
<p>Não há conquista na vida humana? Criamos o amor e os laços. Com o que nos enlaçamos é um mistério! Como <em>A Árvore da Vida</em>! Como a arte! Talvez este filme seja sobre a arte também.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/passodotempo.wordpress.com/983/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/passodotempo.wordpress.com/983/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/passodotempo.wordpress.com/983/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/passodotempo.wordpress.com/983/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/passodotempo.wordpress.com/983/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/passodotempo.wordpress.com/983/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/passodotempo.wordpress.com/983/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/passodotempo.wordpress.com/983/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/passodotempo.wordpress.com/983/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/passodotempo.wordpress.com/983/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/passodotempo.wordpress.com/983/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/passodotempo.wordpress.com/983/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/passodotempo.wordpress.com/983/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/passodotempo.wordpress.com/983/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=passodotempo.wordpress.com&amp;blog=375967&amp;post=983&amp;subd=passodotempo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://passodotempo.wordpress.com/2011/09/04/a-arvore-da-vida/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
	
		<media:content url="http://1.gravatar.com/avatar/fff66e30a8a0f4bb6a2cdde7152db65d?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">saturnojr</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Biutiful</title>
		<link>http://passodotempo.wordpress.com/2011/05/07/biutiful/</link>
		<comments>http://passodotempo.wordpress.com/2011/05/07/biutiful/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 07 May 2011 16:30:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>saturnojr</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinemas do mundo]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://passodotempo.wordpress.com/?p=974</guid>
		<description><![CDATA[Biutiful me faz pensar sobre muitas questões. Fui vê-lo com atraso no cinema, em vez de vê-lo no computador. Com 147 minutos de sofrimento, fico a pensar sobre o impacto da duração de um filme quando o tema recorrente é uma repetição do mesmo. Iñauritu permanece no seu universo, agora enfocando o meio &#8220;multicultural&#8221; espanhol [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=passodotempo.wordpress.com&amp;blog=375967&amp;post=974&amp;subd=passodotempo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Biutiful </em>me faz pensar sobre muitas questões. Fui vê-lo com atraso no cinema, em vez de vê-lo no computador. Com 147 minutos de sofrimento, fico a pensar sobre o impacto da duração de um filme quando o tema recorrente é uma repetição do mesmo. Iñauritu permanece no seu universo, agora enfocando o meio &#8220;multicultural&#8221; espanhol em Barcelona. No início não sabemos de que cidade se trata. A fita inteligentemente esconde o registro, fazendo com que apenas os olhos treinados na capital catalã consigam identificá-la em detalhes: uma rua ou praça do bairro gótico aqui ou ali. Mais tarde tudo se esclarece.</p>
<p>Barcelona é, na fita, uma cidade-padrão da contemporaneidade, na qual as pessoas são engolidas pelos ritmos de um sistema social famigerado, do qual nosso protagonista, vivido magistralmente por Javier Bardem é encarnação do herói trágico e da mesmice humana. Sobre ele pesa a cidade (o mundo) em todos os seus sentidos: a pobreza, a falência afetiva, as relações desiguais, a família quebrada, a educação comprometida, a corrupção, etc. Mais: Bardem também vê e ouve os mortos (a mais genial sacada do filme). E recebe por isso, pois precisa sustentar seus adoráveis filhos. Os mortos o importunam para que possa mandar suas mensagens derradeiras que não os deixam partir em paz. Finalmente, Bardem está morrendo, somos avisados no início da fita, sofre de câncer de próstata em estado avançadíssimo, quando o descobre.</p>
<p><em>Biutiful </em>poderia ser um &#8220;Ugly&#8221;, de certa forma, afinal, ironicamente é essa a mensagem grafada numa corruptela do inglês para o espanhol. O protagonista ajuda a arrumar trabalho clandestino para imigrantes ilegais chineses e senegaleses. Ele tanto se sustenta da corrupção quanto se acredita ajudando-os a sobreviver e essa contradição entre o moralmente correto humano, mas o ilegalmente incorreto dá-lhe uma dimensão trágico que o destaca do cenário contemporâneo de personagens chapados. </p>
<p>Acompanhamos seu sofrimento e morrer rezando para que se acabe definitivamente o horror. Acompanha-se a tragédia dos chineses e senegaleses nas quais se envolve emocionalmente, pois seu morrer é metáfora de toda degradação a seu redor, no qual lhe apavora deixar seus filhos sozinhos. </p>
<p>Num golpe de desespero busca uma única centelha de bondade. Encontra-a e o filme prega-nos uma peça afinal. Afinal Iñauritu se afasta do registro da demência do sofrimento que se torna comum nesse cinema dedicado ao horror humano, no qual não registro de esperança ou bondade (vide os radicais Todd Solondz ou Cláudio Assis). A tragédia vem dos opostos que convivem: de uma honradez e justeza humana em situação ambígua e injusta, na qual a esperança desfeita é marca não da podridão humana, mas da ambiguidade e dificuldade de ser gente. O personagem de Bardem tem isso. O filme nos brinda com algo mais do que seu acento no sofrimento.</p>
<p><a href="http://passodotempo.files.wordpress.com/2011/05/biutiful2.jpg"><img src="http://passodotempo.files.wordpress.com/2011/05/biutiful2.jpg?w=590&#038;h=391" alt="" title="biutiful2" width="590" height="391" class="alignleft size-full wp-image-975" /></a></p>
<p>No final, fiquei a pensar sobre a centelha de bondade que a película mostra: o que seria ela senão um esforço para não ceder à indiferença, por olhar o humano com um pouco de compaixão. Bondade hoje em dia tão mais parece com generosidade e como é difícil ser generoso hoje em dia&#8230;!</p>
<p><em>Biutiful </em>concorreu ao Oscar. Isso é o menos importante. Na verdade o filme é irritante no início, pois Iñauritu insiste em cair no lugar-comum da encenação dos filmes atuais: o uso excessivo do primeiro plano, da claustrofobia urbana e emocional construída na câmera próxima do rosto dos personagens, do recorte do mundo próximo. Seria uma métafora da tentativa de comunicar uma distância humana, tal como o plano sequência foi, nos filmes dos anos 1960, uma métafora da incomunicabilidade, para alguns cineastas como Antonioni? Bem, para mim, mais parece uma regra de gravação que se institucionalizou num certo tipo de cinema, a qual, vai perdendo, cada vez mais, poder, quanto mais comum é usada desde os filmes imensos que todos assistem (o recente <em>Thor </em>é um exemplo) aos que tem circulação menos massiva.</p>
<p>Mas o cineasta é bom. Ele faz-nos esquecer o recurso num dado momento, quando a ficção encanta mais do que a forma de fazer o filme. Iñauritu abandona a fragmentação narrativa, escolhe um registro mais linear e se deixa seduzir pelo mundo que cria, pelo qual quer indagar a dificuldade do humano. O final é muito bonito, marcado pela partida e tendo a achar que a partida (e o medo dela) é uma grande questão: partir da África, da China, da Espanha, da vida, da cidade, de si próprio. </p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/passodotempo.wordpress.com/974/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/passodotempo.wordpress.com/974/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/passodotempo.wordpress.com/974/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/passodotempo.wordpress.com/974/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/passodotempo.wordpress.com/974/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/passodotempo.wordpress.com/974/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/passodotempo.wordpress.com/974/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/passodotempo.wordpress.com/974/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/passodotempo.wordpress.com/974/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/passodotempo.wordpress.com/974/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/passodotempo.wordpress.com/974/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/passodotempo.wordpress.com/974/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/passodotempo.wordpress.com/974/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/passodotempo.wordpress.com/974/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=passodotempo.wordpress.com&amp;blog=375967&amp;post=974&amp;subd=passodotempo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://passodotempo.wordpress.com/2011/05/07/biutiful/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
	
		<media:content url="http://1.gravatar.com/avatar/fff66e30a8a0f4bb6a2cdde7152db65d?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">saturnojr</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://passodotempo.files.wordpress.com/2011/05/biutiful2.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">biutiful2</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Entre o Rei e o Cisne</title>
		<link>http://passodotempo.wordpress.com/2011/03/16/entre-o-rei-e-o-cisne/</link>
		<comments>http://passodotempo.wordpress.com/2011/03/16/entre-o-rei-e-o-cisne/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 16 Mar 2011 00:33:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>saturnojr</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinemas do mundo]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://passodotempo.wordpress.com/?p=969</guid>
		<description><![CDATA[Venceu o Oscar O Discurso do Rei, mais uma das inúmeras estórias de superação que revelam muito das histórias emocionais do mundo acima do rio Colorado. A &#8220;superação&#8221; é chamada comumente de algo supérfluo do qual todos desdenham. O &#8220;happy end&#8221; é, porém, mais do que uma opção narrativa, mais do que um clichê no [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=passodotempo.wordpress.com&amp;blog=375967&amp;post=969&amp;subd=passodotempo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Venceu o Oscar <em>O Discurso do Rei</em>, mais uma das inúmeras estórias de superação que revelam muito das histórias emocionais do mundo acima do rio Colorado.</p>
<p>A &#8220;superação&#8221; é chamada comumente de algo supérfluo do qual todos desdenham. O &#8220;happy end&#8221; é, porém, mais do que uma opção narrativa, mais do que um clichê no cinema americano: tornou-se um cânone narrativo porque corresponde, aparentemente, a aspectos do um cânone cultural dos EUA, afinal num mundo mutante como o deles (e de certa forma também o nosso), e naquela sociedade neurótica, persecutória e amedrontada com o fracasso (uma vez que o sucesso é uma necessidade emocional e social, o fracasso é o pior pesadelo), filmes como <em>O Discurso do Rei </em>seguem as necessidades do mundo que o oscarizou.</p>
<p><a href="http://passodotempo.files.wordpress.com/2011/03/o_discurso_do_rei.jpg"><img src="http://passodotempo.files.wordpress.com/2011/03/o_discurso_do_rei.jpg?w=590&#038;h=393" alt="" title="o_discurso_do_rei" width="590" height="393" class="alignleft size-full wp-image-970" /></a></p>
<p>Aliás, não é essa mesma façanha que está na base do <em>Cisne Negro</em>, de Daren Arnofsky? Neste, porém, a neurose se encarna numa pessoa recalcada, que faz do Black Swan, a válvula de escape de sua própria prisão, ao mesmo tempo em que se realiza na tentativa do próprio assassinato. Desta vez, mostrando quando uma neurose coletiva que atinge o ápice da patologia, a realidade é distorcida esquizofrênicamente?</p>
<p><a href="http://passodotempo.files.wordpress.com/2011/03/cisne-negro-natalie-portman.jpg"><img src="http://passodotempo.files.wordpress.com/2011/03/cisne-negro-natalie-portman.jpg?w=590" alt="" title="Cisne-Negro-Natalie-Portman"   class="alignleft size-full wp-image-971" /></a></p>
<p>Enquanto n&#8217;<em>O Discurso do Rei </em>a superação é vivida como um sonho num qual um plebeu ensina o rei a ser Rei (concretização do desejo de mostrar as inferiores, os comuns, o quanto eles tem de nobres perto dos de sangue azul), em <em>Cisne Negro</em>, ela aparece como pesadelo do desejo reprimido.</p>
<p>Venceu o Oscar a superação-sonho, mas apareceu na lista a superação-pesadelo, dois lados da mesma sensibilidade social.<br />
Mesmo prêmio&#8230; mesma obsessão! </p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/passodotempo.wordpress.com/969/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/passodotempo.wordpress.com/969/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/passodotempo.wordpress.com/969/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/passodotempo.wordpress.com/969/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/passodotempo.wordpress.com/969/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/passodotempo.wordpress.com/969/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/passodotempo.wordpress.com/969/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/passodotempo.wordpress.com/969/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/passodotempo.wordpress.com/969/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/passodotempo.wordpress.com/969/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/passodotempo.wordpress.com/969/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/passodotempo.wordpress.com/969/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/passodotempo.wordpress.com/969/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/passodotempo.wordpress.com/969/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=passodotempo.wordpress.com&amp;blog=375967&amp;post=969&amp;subd=passodotempo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://passodotempo.wordpress.com/2011/03/16/entre-o-rei-e-o-cisne/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
	
		<media:content url="http://1.gravatar.com/avatar/fff66e30a8a0f4bb6a2cdde7152db65d?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">saturnojr</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://passodotempo.files.wordpress.com/2011/03/o_discurso_do_rei.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">o_discurso_do_rei</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://passodotempo.files.wordpress.com/2011/03/cisne-negro-natalie-portman.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">Cisne-Negro-Natalie-Portman</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>suspenso na noite</title>
		<link>http://passodotempo.wordpress.com/2011/02/10/suspenso-na-noite/</link>
		<comments>http://passodotempo.wordpress.com/2011/02/10/suspenso-na-noite/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 10 Feb 2011 02:14:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>saturnojr</dc:creator>
				<category><![CDATA[Coisas da alma]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://passodotempo.wordpress.com/?p=967</guid>
		<description><![CDATA[Vi-me na África, perto de um lago repleto de crocodilos, garças (nem sei se tem lá) e dos flamingos para ler o lindo, o mais belo trecho de O Último Vôo do Flamingo, de Mia Couto. Difícil esquecer do avestruz dizendo que jamais voou, e mesmo carregando as asas como saudades, só pisa felicidades. Com [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=passodotempo.wordpress.com&amp;blog=375967&amp;post=967&amp;subd=passodotempo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Vi-me na África, perto de um lago repleto de crocodilos, garças (nem sei se tem lá) e dos flamingos para ler o lindo, o mais belo trecho de <em>O Último Vôo do Flamingo</em>, de Mia Couto. Difícil esquecer do avestruz dizendo que jamais voou, e mesmo carregando as asas como saudades, só pisa felicidades.</p>
<p>Com Mia vi-me vendo o horizonte se fazer vermelho, no anoitecer, o céu se vertebrando no vôo da ave vermelho-rósea. Ouvindo e vendo coisas e coisas, olhei da África imaginária o meu quarto de livros e pensei sobre tudo aquilo, sobre tudo mesmo, sobre isto que tenho sido. </p>
<p>As perguntas vem como a noite que escure, como ondas em vai e vem, perturbam, tiram e deixam o sono com gosto de cinza. Neste instante melancólico, não vejo mais a África do flamingo, ou meu quarto cinzento. Queria apenas parar o instante e curtir essa coisa estranha que às vezes invade o coração, a solidão.</p>
<p>Enfim, deixei Mia na África enquanto penso nos sonhos das paisagens repletas de céu, água, terra, verde, espaço e noite de minha alma. Fico comigo, fechado, esperando a hora de ver o dia nascer.</p>
<p>Enquanto isso a noite vai estranha, mas&#8230; não é desagradável!</p>
<p>É como estar suspenso&#8230; </p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/passodotempo.wordpress.com/967/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/passodotempo.wordpress.com/967/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/passodotempo.wordpress.com/967/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/passodotempo.wordpress.com/967/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/passodotempo.wordpress.com/967/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/passodotempo.wordpress.com/967/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/passodotempo.wordpress.com/967/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/passodotempo.wordpress.com/967/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/passodotempo.wordpress.com/967/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/passodotempo.wordpress.com/967/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/passodotempo.wordpress.com/967/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/passodotempo.wordpress.com/967/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/passodotempo.wordpress.com/967/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/passodotempo.wordpress.com/967/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=passodotempo.wordpress.com&amp;blog=375967&amp;post=967&amp;subd=passodotempo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://passodotempo.wordpress.com/2011/02/10/suspenso-na-noite/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
	
		<media:content url="http://1.gravatar.com/avatar/fff66e30a8a0f4bb6a2cdde7152db65d?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">saturnojr</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>criando novos caminhos</title>
		<link>http://passodotempo.wordpress.com/2011/02/05/criando-novos-caminhos/</link>
		<comments>http://passodotempo.wordpress.com/2011/02/05/criando-novos-caminhos/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 05 Feb 2011 12:55:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>saturnojr</dc:creator>
				<category><![CDATA[Coisas da alma]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://passodotempo.wordpress.com/?p=964</guid>
		<description><![CDATA[Eu não posso ainda expressar direito o que senti quando vi este curta, &#8220;Eu não quero voltar sozinho&#8221;. É uma idealização sensível, eu sei, mas ela aponta para coisas tão boas de hoje, e, ruins, de ontem, quando ele não era possível. Ele será para sempre especial para uma geração &#8211; a minha e outras [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=passodotempo.wordpress.com&amp;blog=375967&amp;post=964&amp;subd=passodotempo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu não posso ainda expressar direito o que senti quando vi este curta, &#8220;Eu não quero voltar sozinho&#8221;. É uma idealização sensível, eu sei, mas ela aponta para coisas tão boas de hoje, e, ruins, de ontem, quando ele não era possível. Ele  será para sempre especial para uma geração &#8211; a minha e outras atrás e um pouco a frente &#8211; que não teve a oportunidade de viver certas coisas por causa do medo e da repressão. No meu caso específico, sentir-se responsável, para além do seu próprio sofrimento, pelo dos outros (pais e irmãos)&#8230; ah, as crianças!</p>
<p>Uma grande decisão foi passar a achar que não se pode mais pensar no que mesmo aquelas pessoas mais queridas vão ter de passar para que você tente ser feliz. Antes de ontem, assisti também ao bonito &#8220;O Primeiro que Disse&#8221; e a linda nona (avô) da família, uma senhora velha e poderosa em sua idade, disse que era sempre preciso aprender a errar sozinho, pois era a única forma de se ser feliz. É isso mesmo, não?!</p>
<p>&#8220;Quando o sol brincar no outono,<br />
Sentirá o meu sorriso<br />
E com um beijo roubado,<br />
Em segredo,<br />
Saberás que eu te admiro,<br />
Com amor&#8221;.</p>
<p><object width="590" height="357"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/e/1Wav5KjBHbI"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/e/1Wav5KjBHbI" type="application/x-shockwave-flash" width="590" height="357" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>Bem, com uma pontada de invejo, desejo o melhor para as novas gerações que podem fazer, ver ser feito e ver esse curta e outras coisas no mundo que lhes dão um espaço pequeno, mas verdadeiro, para criarem seus caminhos&#8230;</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/passodotempo.wordpress.com/964/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/passodotempo.wordpress.com/964/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/passodotempo.wordpress.com/964/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/passodotempo.wordpress.com/964/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/passodotempo.wordpress.com/964/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/passodotempo.wordpress.com/964/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/passodotempo.wordpress.com/964/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/passodotempo.wordpress.com/964/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/passodotempo.wordpress.com/964/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/passodotempo.wordpress.com/964/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/passodotempo.wordpress.com/964/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/passodotempo.wordpress.com/964/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/passodotempo.wordpress.com/964/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/passodotempo.wordpress.com/964/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=passodotempo.wordpress.com&amp;blog=375967&amp;post=964&amp;subd=passodotempo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://passodotempo.wordpress.com/2011/02/05/criando-novos-caminhos/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
	
		<media:content url="http://1.gravatar.com/avatar/fff66e30a8a0f4bb6a2cdde7152db65d?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">saturnojr</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>a natureza dos sexos&#8230;</title>
		<link>http://passodotempo.wordpress.com/2011/01/28/a-natureza-dos-sexos/</link>
		<comments>http://passodotempo.wordpress.com/2011/01/28/a-natureza-dos-sexos/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 28 Jan 2011 00:19:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>saturnojr</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://passodotempo.wordpress.com/?p=957</guid>
		<description><![CDATA[Eu preparei um outro texto sobre o primeiro comentário do Diego, mas o segundo da Juliana (e a resposta do Diego) me chamaram atenção para algumas coisas que talvez seja importante falar logo. Então publico o que segue, uma vez que ainda não estou satisfeito com o meu primeiro texto sobre a relação entre cristianismo [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=passodotempo.wordpress.com&amp;blog=375967&amp;post=957&amp;subd=passodotempo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu preparei um outro texto sobre o primeiro comentário do Diego, mas o segundo da Juliana (e a resposta do Diego) me chamaram atenção para algumas coisas que talvez seja importante falar logo. Então publico o que segue, uma vez que ainda não estou satisfeito com o meu primeiro texto sobre a relação entre cristianismo e homossexualismo (ele ficou muuuuuuito grande, mas muuuuuito mesmo, por isso o estou diminuindo). Contra mim, estou sem tempo de escrever.</p>
<p>Diego, não pense que o que coloco abaixo já é minha resposta a sua indagação ética fundamental, mas&#8230;digamos que o que segue abaixo coloca o problema no lugar dele (na cultura) e o próximo será a indagação ética. Esta é uma resposta direta e não uma reflexão maior, como pretendo que seja a próxima.</p>
<p>&#8230;</p>
<p>Existem alguns aspectos bem ruins nas duas réplicas aqui colocadas pelo Diego que vou apontar.</p>
<p>O que faz de &#8220;homens&#8221; e &#8220;mulheres&#8221;, homens e mulheres não é apenas o corpo. Você simplificou completamente a questão com o exemplo do câncer de próstata. Entendo que era uma metáfora, mas me permita desfazê-la para chegar no que quero colocar. As concepções de corpo são mutantes no tempo e espaço não são as mesmas. Se a biologia orienta muitas coisas, isso não é o mesmo de dizer que tudo está definido pela nossa existência biológica. Podemos pensar por vantagens cerebrais atingidas pela evolução, mas isso não é o mesmo que dizer que, por isso, obrigatoriamente chegaríamos à Lua ou mapearíamos o DNA. Fazemos da natureza algo mais.</p>
<p>É mais ou menos assim: as pessoas não nascem homens e mulheres, mas do sexo masculino e do sexo feminino. Ser &#8220;homem&#8221; é uma carga social que muda muito de uma sociedade para outra, existindo sociedades que admitiram e admitem o que chamamos hoje de homossexualidade e transformismos. Existem muitas maneiras de ser homem ou mulher, e em muitas sociedades bem registradas, isso significa que a orientação sexual pode ser diversa, mas estava (ou está) submetida às regras do meio social (inclusive na nossa).</p>
<p>O que faz de alguém um homem são os muitos atributos que uma determinada sociedade diz que são próprios dos homens. A fonte dessas características podem ser religiosas ou não. Por isso você deve ter ouvido muito a frase de que fulano não é &#8220;homem de verdade&#8221;. Por que? Porque não basta ter pênis. É preciso ter o resto e este “resto” muda de local para local, de cultura para cultura, baseado nas atitudes, gestos, formas de se portar, qualidades e defeitos (sim, estes também) que se considera próprios do homem.</p>
<p>Eu acho problemático não aceitar que nasceu com um corpo &#8220;y&#8221; e querer mudar para &#8220;x&#8221;, mas bem sei que se uma pessoa adquirir alguns sinais que o mundo considera como próprios do homem ou mulher e se DEFINIR A SI PRÓPRIA e for DEFINIDO PELOS OUTROS como mulher, homem ou mulher, ele ou ela o será.</p>
<p>Por que o que você esqueceu (ou não sabe) é que homem e mulher os são SEMPRE ( em primeiro lugar) para a sociedade e não para a natureza (evitemos Deus que ele entra noutro ponto da discussão que não cabe aqui).  Evidentemente há uma contato com a natureza (existem especialistas que nem trabalham mais com a idéia de natureza, mas vamos mantê-la para tornar o raciocínio mais fácil), mas ela não é o principal.</p>
<p>Isso não significa que mudar de sexo (virar &#8220;mulher&#8221;) seja uma identidade fácil de fazer. Justamente por isso, eles são chamados &#8216;transsexuais&#8217;. Estarão marcados para sempre com a realidade de um gênero simulado, mas não devem ser estigmatizados por isso. Você pode não gostar, mas são o que são: carga genética masculina num corpo que reinventou a si mesmo como mulher. Isso acarreta problemas? Muitos, vários, por isso, existem acompanhamentos psicológicos nesses processos. Agora doença, patologia? Não. Pouca sabedoria? Talvez, mas não podemos ser arrogantes na hora de achar que o &#8220;trans&#8221; não será sábio quando for viver sua vida. Os &#8220;normais&#8221; ou &#8220;saudáveis&#8221; raramente o são.  </p>
<p>Neste caso a biologia ajuda pouco: se você estiver certo, e ser homem e mulher for uma questão de corpo biológico apenas, então, não há qualquer problema na orientação sexual, por exemplo. Poderias argumentar que um pênis é feito para a vagina, mas isso é um falso argumento. Como dizer que temos o cérebro para aprender a melhor forma de achar comida e se reproduzir.  Ele serve para isso, mas viajamos, escrevemos livros, vamos ao espaço sideral&#8230; Colocar o pênis num ânus não faz dele menos feito para vagina, apenas ele é usado noutro lugar. A natureza não impôs regras de uso, mas sim propostas de reprodução e limites físicos.</p>
<p>E não venha me dizer que se desobedece a natureza por não fazer sexo papai-e-mamãe, afinal uma mulher ou homem que não querem ter filhos fazem uma opção de vida e não um voto contra a natureza. Além do mais, vivemos nosso corpo de mil formas, ou você acha que o amor é o quê? Ou se masturbar, beijar na boca, conversar com o cônjuge após a transa? Programação de reprodução (biológica) não diz tudo que fazemos nas condutas social, sexual e afetiva. </p>
<p>Concordando que continua existindo um problema de orientação sexual, após chegar à conclusão de que não se trata de um desvio biológico (biólogos observam o mesmo em várias espécies) só podemos dizer que argumentos o homossexualismo é um problema segundo as normas da cultura (que podem ou não ter base religiosas).</p>
<p>Aí, o problema saiu da biologia e entrou na cultura, ou seja, na conduta. Isso significa que a homofobia, como o desejo de mudar de sexo são questões relacionadas às nossas expectativas do que fazemos com nossos corpos. Então, seu argumento, Diego (sobre a questão biológica, veja bem, a &#8220;voz de homem&#8221;, por exemplo), morreu aí.</p>
<p>(não pense que com isso quero dizer que tenho um argumento “melhor”, mas sim que a lógica que levantaste é uma lógica introjetada que todos temos, na qual crescemos: tomar como “naturais”  coisas que, na verdade, apenas valorizamos no nosso meio social. você não está errado! você está pensando certo, exatamente como alguns setores da tua sociedade te ensinaram a pensar. O objetivo das ciências é mostrar porque pensamos como pensamos)</p>
<p>Um último equívoco, a meu ver, é sobre a expressão &#8220;entedimento superado&#8221;. Nenhuma comunidade científica séria coloca a homossexualidade como uma patologia. Isso não existe! No máximo há um movimento de um ou outro cientista, sem comprovação. As ciências sociais e biológicas constataram que o que nós chamamos de homossexualismo é uma variante presente na história das espécies e das sociedades, que não é traumático nos casos biológicos (entre animais) e em muitas sociedades. A variante fundamental dos posicionamentos contra ou a favor da homossexualidade ou transsexualismo é de ordem cultural. </p>
<p>Isso significa que nosso problema é mais sério ainda. Quando a natureza não nos dá a resposta, temos de fazê-la nós mesmos.</p>
<p>Por isso, não se engane: qualquer gay que procure uma psicóloga que se diga capaz de curá-lo (se ela evangélica ou não) o faz pela força do preconceito, do estigma e da homofobia que estão presentes numa sociedade na qual muita gente insiste em rotular o “homo” como pecado, desvio de caráter ou patologia. A homofobia, como o machismo, ou a misoginia, ou o xenofobia pura, está introjetada em muitas pessoas. Não precisa um menino sofrer <em>bullying </em>para achar que ser gay é doença. Ele pode ter aprendido isso de &#8220;n&#8221; formas e certamente não se sente à vontade com seu próprio desejo porque vê que nem todos se sentem à vontade. Por isso a construção da auto-estima de minorias (sexuais, raciais, de gênero, étnicas) que sofrem retalhação é um problema seríssimo que os psicólogos tem tentado lidar.</p>
<p>Em suma, o problema com Ariadna, ou com &#8220;gays&#8221;, não porque ela biologicamente não é uma mulher, ou porque homens nasceram destinados à transar com mulheres, mas por causa de nosso valores e expectativas quanto às nossas condutas. A natureza é novamente inocente de nossos problemas.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/passodotempo.wordpress.com/957/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/passodotempo.wordpress.com/957/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/passodotempo.wordpress.com/957/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/passodotempo.wordpress.com/957/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/passodotempo.wordpress.com/957/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/passodotempo.wordpress.com/957/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/passodotempo.wordpress.com/957/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/passodotempo.wordpress.com/957/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/passodotempo.wordpress.com/957/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/passodotempo.wordpress.com/957/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/passodotempo.wordpress.com/957/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/passodotempo.wordpress.com/957/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/passodotempo.wordpress.com/957/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/passodotempo.wordpress.com/957/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=passodotempo.wordpress.com&amp;blog=375967&amp;post=957&amp;subd=passodotempo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://passodotempo.wordpress.com/2011/01/28/a-natureza-dos-sexos/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
	
		<media:content url="http://1.gravatar.com/avatar/fff66e30a8a0f4bb6a2cdde7152db65d?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">saturnojr</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Ariadna, xenofobia e consciência moral</title>
		<link>http://passodotempo.wordpress.com/2011/01/19/ariadna-bbb-11-xenofobia-e-consciencia-moral/</link>
		<comments>http://passodotempo.wordpress.com/2011/01/19/ariadna-bbb-11-xenofobia-e-consciencia-moral/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 19 Jan 2011 14:44:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>saturnojr</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://passodotempo.wordpress.com/?p=947</guid>
		<description><![CDATA[Não estou acompanhando o BBB11, mas achei uma polêmica no facebook entre um amigo e um amigo dele (ah, o labirinto das redes sociais) sobre a qual queria me pronunciar. Era sobre a saída da Ariadna, a transexual. Logo que vi na UOL que a pobre estava emparedada, pensei, &#8220;e caixão!&#8221; O melhor foi acompanhar [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=passodotempo.wordpress.com&amp;blog=375967&amp;post=947&amp;subd=passodotempo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não estou acompanhando o BBB11, mas achei uma polêmica no facebook entre um amigo e um amigo dele (ah, o labirinto das redes sociais) sobre a qual queria me pronunciar. Era sobre a saída da Ariadna, a transexual. Logo que vi na UOL que a pobre estava emparedada, pensei, &#8220;e caixão!&#8221; O melhor foi acompanhar as polêmicas na net em seguida.</p>
<p>Embora não seja uma autoridade no assunto orientação, Preta Gil falou algo a se destacar: que perdera a vontade de ver o programa, afinal ninguém percebia o quanto a presença da moça teria agitado as coisas. Mais alguém chamou atenção para o fato de que se a pessoa faz operação é porque quer se identificar como mulher e não como trans ou travesti. Ora, se Preta tem razão que o programa ficaria mais &#8220;agitado&#8221;, as pessoas parecem que não quiseram essa agitação. Não é de hoje que os paredões do BBB são tribunais moralistas nos quais os espectadores escolhem e disputam quem vão punir.</p>
<p>Bem, sempre achei muito problemática a idéia de rejeição ao próprio corpo e sua transformação em algo demasiado diferente que corresponda a imagem mental do que se deseja para si. Obviamente, não considero em nenhum sentido isso uma patologia, e, num mundo em que os corpos são cada vez mais o que se deseja para eles, graças as nossas possibilidades de comprá-los na forma de transformação, de fato, a transexualidade é um caso mais radical (e especifico) da identidade e (talvez) da vaidade contemporânea que se gera nas clínicas de cirurgia plástica, do fisioculturismo, da <em>body art</em>, inserções tribais e outras cositas.</p>
<p>Imagino que a maior parte das pessoas tentem entender essa questão tão controversa, mas não consiga, e aí resolvem a questão dentro do moralismo certo-errado. Já falei sobre essa tendência a respeito de <a href="http://passodotempo.wordpress.com/2010/10/24/tropa-de-elite-2/"><em>Tropa de Elite 2</em></a>: o moralismo alivia o moralista do fardo da problema avaliado ao lançar em preceitos de certo/errado, tomados como naturais ou com autoridade maior, a responsabilidade pela avaliação da própria conduta ou de outrem. O que o moralismo faz é desproblematizar o problema, resolvendo-o para a pessoa, evitando que ela perceba com clareza qual o seu papel (e daqueles ao seu redor) frente a situação em que se encontra. Afinal, não é maravilhoso quando alguém nos diz o que fazer?</p>
<p>&#8230;</p>
<p>Não quero com isso dizer que a moral tenha ido para o bueiro. Parece justamente o contrário. Inclusive quero fazer uma diferença (arbitrária, é claro) entre o moralismo, uma conduta que reduz as condutas à moral, e a moral, que pressupõe uma variedade incrível de condutas e, por isso, de situações-problemas. Afinal, a grande vantagem da moral (e por isso o cristianismo, mas não apenas ele, é uma fonte maravilhosa de questionamentos lindos) é sua capacidade de problematização das situações humanas, de tirar-nos do lugar-comum, e, frente ao que seria &#8220;melhor&#8221; ou &#8220;certo&#8221;, saber que em vez de decidir, temos de ponderar. </p>
<p>Enquanto o moralismo apela apenas ao senso moral, a (s) moral (is) faz agir nossa consciência moral. Dito isto, é hora de voltar ao caso de Ariadna, a amante de Dionísio, senhor do excesso. (Aliás o nome da &#8216;moça&#8217; me parece muito feliz, afinal, pergunto se a transexualidade não é, ainda, uma forma de excesso?)</p>
<p>&#8230;.</p>
<p>Voltando ao facebook, a polêmica atingiu questões religiosas, neonazismo, e, etc., falou-se em moralismo, em neopentecostais, em gente retrógrada, mas o foco era uma questão ética fundamental de nossos &#8216;tempos democráticos&#8217;, a legitimidade (ou liberdade?) de falar contra o outro, naquele caso o homossexual.</p>
<p>(eu diria que são duas questões diferentes a liberdade de falar contra o outro e a legitimidade de falar contra. só que ao se falar contra o outro &#8211; uma vez tendo essa liberdade &#8211; pode-se criar ações ou palavras ilegitimas. isso não atingiria a legitimidade daquela conduta específica?)</p>
<p>Dali, algo chamou a atenção: o problema não é que alguém possa falar contra a orientação (diferente de &#8220;opção&#8221;) sexual alheia, mas que se sinta no direito de tolher a orientação no nível do discurso, que levante argumentos embasados em dogmas religiosos ou pseudo-científicos moralistas para dizer que o outro é doente ou pecador. Ora, tais idéias tem seu tempo e podem ou não envelhecer. Lembrando a história,  o racismo foi legitimo em muitas das sociedades ditas avançadas, tinha embasamentos científicos, assim como no velho testamenho (reproduzido até hoje), é evidente a legitimidade da escravidão. De fato, as morais envelhecem. Só que ninguém defende a escravidão, por exemplo. Isso significa que há uma escolha do que é ou não legitimo, não uma imposição da ciência ou da religião em si.</p>
<p>O discurso que tolhe o direito à diferença é retrógrado, inclusive moralmente, porque morais, como todas as coisas, envelhecem. É isso que deixa os moralistas das velhas morais exasperados, porque observam o movimento do tempo e se recusam a aceitar que não precisam se esconder no senso moral, mas usar melhor sua consciência moral. O mundo atual é um mundo no qual a ação pessoal é um desafio. A moral torna-se retrógrada no momento em que afirma ilegitima, inadequada e imoral a existência e a imagem da orientação do outro, a ponto de excluí-la da visão (como de um programa de TV). Quando isso ocorre, a opção moralista vai contra o campo moral contemporâneo. Isso não significa que seja ilegitimo pensar a sexualidade, seja de forma laica ou não, como uma QUESTÃO, como algo que remete às escolhas e às condutas melhores e piores (ao menos do ponto de vista das pessoas que organizam a ação humana pelo senso ou consciência moral). O que torna qualquer moral retrógrada é sua maior ou menor intolerância com os outros. </p>
<p>Por que? Porque a tolerância tornou-se um imperativo moral contemporâneo. E frente a estupidez que marca o homem, tolerar o intolerável (a intolerância, por exemplo), pode criar a legitimidade para expansão de seu contrário, a xenofobia. Evidente que surgem novos problemas com tais condutas. Por isso a moral deve ser encarada como QUESTÃO e não como resposta aos desafios da vida social.</p>
<p>Num mundo de múltiplas morais que disputam a importância na sociedade, aquela que queira tolher outra usando como critério a intolerância com sua legitimidade/existência (e seu apagamento &#8211; de um programa de tv, da rua, ou do paraíso) como conduta grupal (ou pessoal) de ação social, desequilibra o jogo na direção de xenofobia.</p>
<p>Ai voltamos ao início: se a questão não é falar contra, mas tolher a orientação do outro, falar contra a legitimidade/presença/existência da orientação alheia não se torna, como ato, também uma forma (às vezes mais ou menos violenta) de tolhimento do outro, e, portanto, um sinal evidente de intolerância e potencial xenofobia? Porque tolher o direito de voz (e de imagem) do outro, num mundo cujas relações sociais se realizam nas imagens, é invadir o terreno da liberdade alheia. </p>
<p>Este pode ter sido o caso da exclusão da Ariadna do BBB11? Sim! Foi? Não sei! Mas algumas discussões que encontrei na web mostram que se não foi a &#8216;causa&#8217; da escolha do público, uma xenofobia, no minimo tímida, parece fazer-se presente nas discussões posteriores.</p>
<p>Afinal, se num mundo em que todos podemos afirmar o que pensamos, alguém afirma que não se deve/pode SER diferente e defende o tolhimento do alheio (e não se precisa chegar nos exemplos dos extremistas racialistas e religiosos), isso vai contra o princípio desse mundo com várias morais.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/passodotempo.wordpress.com/947/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/passodotempo.wordpress.com/947/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/passodotempo.wordpress.com/947/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/passodotempo.wordpress.com/947/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/passodotempo.wordpress.com/947/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/passodotempo.wordpress.com/947/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/passodotempo.wordpress.com/947/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/passodotempo.wordpress.com/947/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/passodotempo.wordpress.com/947/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/passodotempo.wordpress.com/947/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/passodotempo.wordpress.com/947/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/passodotempo.wordpress.com/947/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/passodotempo.wordpress.com/947/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/passodotempo.wordpress.com/947/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=passodotempo.wordpress.com&amp;blog=375967&amp;post=947&amp;subd=passodotempo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://passodotempo.wordpress.com/2011/01/19/ariadna-bbb-11-xenofobia-e-consciencia-moral/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>9</slash:comments>
	
		<media:content url="http://1.gravatar.com/avatar/fff66e30a8a0f4bb6a2cdde7152db65d?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">saturnojr</media:title>
		</media:content>
	</item>
	</channel>
</rss>
